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A Coroação 2,  2025
Bordado em conjunto EPI de aplicação de agrotóxicos (touca árabe, camisa, calça)
190 x 44 x 35 cm (Alt, Larg, Prof)

Na escultura têxtil A Coroação (2025), Washington da Selva revisa os gestos de plantio, colheita e distribuição da cultura da mandioca.

De família de agricultores tradicionais e feirantes da agricultura familiar sem-terra do bioma do Cerrado, Da Selva trabalhou junto com sua família desde jovem sob o modelo da agricultura familiar mas também sob os modelos violentos, que, com a chegada do agronegócio passou a operar sistemas de trabalho análogos à escravidão levando adoecimento e morte para a terra, o povo e a sua cultura.

A partir de uma conjuração de gestos e ornamentos na contraditória peça, o artista produz um contrafeitiço ao devolver as memórias e as gestualidades para o tecido que protege o corpo de quem trabalha no campo exposto aos pesticidas. Num movimento que retoma as memórias de trabalho do pai, dos tios e da família, sob a presença do racismo ambiental numa roça cerceada pelas lavouras de café de um ambiente tóxico e adoecedor.

Leia mais: Cultivo-Cultura, texto de Washington da Selva para o glossário da PerMARÉ

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Histórico A Coroação 2:

  • [em exibição] A Exposição. Casa Brasil (antiga Casa-França Brasil). Curadoria: Aliã Wamiri, Cadu, Marcelo Campos, Jocelino Pessoa, Tânia Queiroz. Rio de Janeiro - RJ. 2025.

© 2021 Washington da Selva

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